Uma história com 4 inícios (e finais) – o que mudou de 2015 pra cá

Uma história com 4 inícios (e finais) – o que mudou de 2015 pra cá

Existem milhares de maneiras de dizer a mesma frase. Modificar a ordem de certos termos numa frase, usar sinônimos, adicionar e/ou remover palavras (dentre muitos outros instrumentos da Língua) são ferramentas que te permitem expressar ideias iguais de maneira diferente. Expandindo um pouco o uso das mesmas ferramentas, dá-se por exemplo a passagem de duas mensagens com frases parecidas. Ou mensagens completamente diferentes com expressões diferentes. Enfim, o meu ponto é que o Português, por si só, já é extremamente versátil e comporta muitas formas de comunicação.

Imagine misturar essa versatilidade à arte. A imensidão de sentidos e maneiras gera um vão para olharmos e compararmos como se diz e porquê.

Por isso que hoje, quero falar de sobre uma imagem poderosa. Eu não sei exatamente o porquê ela é tão forte, por quê causa um certo desconforto inconscientemente. A imagem aparece em 5 vídeos do Rap nacional- ‘O Que Separa os Homens dos Meninos’, Sant; ‘Crime Bárbaro’, Rincon Sapiência; ‘CORRA’, Djonga; ‘Bluesman’, Baco Exu do Blues; ‘Deus do Furdúncio’, BK- de maneira similar: a imagem de um homem, negro, correndo.

Ainda tem bastante coisa (clique para continuar)

A alma do Rap – um paralelo entre Negra Li e Baco Exu do Blues

A alma do Rap – um paralelo entre Negra Li e Baco Exu do Blues

Bluesman é um álbum fino. A mistura feita por Baco Exu do Blues e cia. de elementos audiovisuais fez dele mais que um CD, mas uma obra de arte complexa que provavelmente não terá a atenção merecida quando comparado ao empreendimento anterior, Esú.

Curiosamente (talvez coincidência, talvez um raciocínio comum entre os artistas e produtores) outro álbum foi lançado no mesmo dia (23 de Novembro de 2018): Raízes, da Negra Li. Este nome, por si só, já desperta muito dentro do universo da música brasileira (principalmente o rap). A integrante do RZO, com 4 discos nas ruas agora, presente nos feats pela voz potente e rimas maravilhosas, é um nome de responsa. O álbum trás uma vibe anos 2000 e multi-cultural, explorando o rap, samba, e muito mais.

Ambos trabalhos, dentro de si mesmos, já mereceriam análises e textos. Tenho plena confiança que é possível fazer TCC’s desses trampos lindos e contemporâneos.

Não é o caso.

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