Mais bela adormecida

Nasce agora mais uma tragédia.

Nem grega ou romana, mas clássica, de costume vigente a tempos. Dramática? Nem tanto. Este fora feito antes.

“Ridícula! Para escrever esse romance foi fácil, mas renega seu final feliz?”

Feliz para quem? Sejamos realistas, viver arcando com as consequências de romantismos mal escritos é cruel. Viveu, até agora, um conflito interno pesadíssimo: ir por sua essência -e mostrar que morrer por amor seria o feito dela, mesmo com toda sua vida dedicada a esse drama- ou ceder às aparências?

O Príncipe não é principal.

Mesmo participando do conto, só se interessam pelo futuro da princesa. E esta é somente princesa, pois nunca houve uma união verdadeira, um laço oficial garantindo o final feliz; logo logo, deve voltar a ser uma gata borralheira, escrava do tempo esgotado e mal aproveitado.

Agora o sapatinho já não serve mais, e com esse tempo passado, o Príncipe não a achará.

Apagar as linhas desta crônica já não é plausível.

Terminar sua vida com um sorriso no rosto é uma tarefa impossível.

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Arrogância e ignorância

Muito mais fácil ser arrogante quando há dedicação. Pode parecer óbvio, mas acostuma-se com a ignorância quando sua cabeça está parada, e é muito mais complexo aceitar a realidade quando existe movimento.

Cuidado… quem estuda vê o problema mais claramente, e mais intensamente procura solução. Infelizmente, não é nem um pouco fácil achá-la. nesses momentos, as coisas mostrarão uma impossível solução. Mostrará que o mundo escrito, teórico é extremamente mais belo que o real. A questão é buscar o equilíbrio. Essa é a jornada de qualquer intelectual dedicado. Encontrar entre sua teoria e o mundo real um meio termo possível de ser aplicado.

 

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Repetir

A modernidade é uniforme. Pessoas são iguais, seguindo modelos pré-definidos, como quem dá cntrl-c cntrl-v em um trabalho de escola. A originalidade está em seu leito mais profundo na atualidade, moribunda por gente diferente, gente pensante.

Claro, é improvável que, pela originalidade, duas pessoas sejam iguais, mas, e parecidas? Pode ser até plausível. Mas, o cerne do problema é esse: acima de tudo. A modernidade ridiculamente copiada é burra. Um burro que vem da ignorância? Não. Um burro preguiçoso. Um burro sem o mínimo esforço em ir contra a corrente, indo junto de todos.

Há quem diga que isso é algo interessante, desde que a corrente leve ao bem. Ora, isso é discutível, pois, deve-se confiar nos modismos? O bem não intencionado é melhor que um mal intencionado? Colocando a consciência como virtude maior, o maior pecado seria a ignorância. E essa é com certeza a virtude que melhor levará a humanidade para o caminho justo, trazendo um futuro próspero e inteligente.

Decolagem

Começa estável. Calmo e imóvel. Parece completamente seguro, sem risco de falhas. Mas essência e aparência é um jogo bem conhecido pela espécie humana, bem dominado. Nessa fase, a única coisa existente é perigo. Tranquilidade acalma o espírito, mas não fortalece as bases. Qualquer pequeno movimento dá a sensação eminente de desastre.

Tragédia. O escuro tranquilo mostra o quão possível é esse fim. O desastre da acomodação. A tragédia do final sem meio. Este é o verdadeiro perigo, o qual não se tem consciência. O início do escape desse fim é tenso e medonho. O mundo parece estar acabando. Na barriga, só o frio da espectativa, do desejo. Desejo de sair da monotonia, pela emoção afinal. Tudo parece pequeno.

O tamanho das coisas é distorcido, através da óptica. Não podemos cobrar nossa visão de quem não tem nossa vivência, pois uma é consequência da outra. A luz recebida é forte e espalhada, como se, sem querer, essa cidade inteira estivesse me iluminando.  

O escuro da incerteza me possui. Simplesmente ao fechar os olhos perco o medo dessa penumbra e finalmente posso ter calma novamente. Mas dessa vez, uma firme, não ignorante. Uma certa estabilidade vinda do conhecimento e confiança. Agora só há movimento, puro e contínuo, e é está a razão do meu ser.

Ser. É esse meu objetivo final. Não simplesmente estar ou ficar, mas ser. Um contínuo e não estático, em sua essência. Mas essência e aparência é um jogo bem jogado pela espécie humana.

 

 

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Êxito variável

Hoje, rezo para ninguém passar a angústia de olhar uma foto e se arrepender de algo. Pois a foto deixou um bom momento eternizado, e você percebe que perdeu um momento desses, seu pequeno sonho de agora é impossível de se completar.

Rezo para nenhum garoto precisar pensar se envia ou não uma mensagem para uma garota. Para um homem exitar no medo de receber um não como resposta, pois uma dor que nenhum ser humano deveria sentir é o arrependimento pelo que não fez. O não que o homem recebeu pôs um fim, uma definição. Não existe o medo do que poderia ter acontecido, porque aconteceu.Ao garoto enviar a mensagem, ele terá a plena calma por o fazer. Foda-se caso seja uma má decisão. É muito melhor que uma não tomada.

Talvez, ao ficar em uma viagem, mesmo não se conhecendo, um casal adolescente comesse a namorar. Quem sabe inclusive os círculos de amizade se misturem e se mantenham mesmo após o término do colégio e um dia termine. Notou? Existiriam milhares de variáveis. E todas, sem uma decisão, seriam desperdiçadas.

Por isso, deixo claro uma lição de vida de suma importância: não exite. Não se preocupe com o resultado se ele puder ser melhor do que nada. O mundo não foi feito para quem mantém. Mas para quem transforma.

 

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Avião

Quando criança, era muito divertida a decolagem e um avião. Olhar o mundo ficando de brinquedo lá fora, Demorava.. ah se demorava! O tempo passava muito devagar.

Agora, mais velho, porém adolescente, é uma experiência singular. É tudo veloz, a espera, pequena. Simplesmente coloco meus fones de ouvido e olho para fora. Ver o mundo passar tão diminuto ao meu olhar mostra o quão grande e completo é o planeta Terra.

Sentir a aceleração causa o sentimento de vertigem, por logo ver um mundo por outro plano, outra visão.

Começa devagar. Mais lento que um carro. O aviso de decolagem te faz sentir o aumento da velocidade, mesmo que não haja movimento algum. Mas você nota claramente quando começa a grande aceleração; O impacto é firme e forte quando a aeronave descola do chão.

São nessas horas que frases como “o céu é o limite” ficam mentirosas. Aviões mostram que, para o ser humano, nunca haverá o momento de parar.

 

 

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Ser adolescente é foda.

As pessoas tentam explicar o porque você se sente de um determinado jeito cientificamente, falando dos seus hormônios, que você  não sabe o que está fazendo.
Ser adolescente é foda.
Elas já pensaram que, simplesmente, não existe explicação? O jeito que se pensa é único e seu, não resultado de hormônios que mexem com a sua cabeça. Você pode tomar decisões, você sabe oq faz. Um dia talvez volte atrás, mas os adultos fazem isso, por que adolescentes não tem esse direito sem julgamento?
Ser adolescente é foda.
Alguns tem a sorte de um amigo “psicólogo” e parceiro, que não tenta decifrar o que se sente, mas apóia. Participa.
Ser adolescente é foda.
Se eu pudesse apostar, falaria que um melhor amigo tem maior participação e peso na vida de um adolescente que os próprios familiares. Como as famílias tentam prevenir isso? Proibindo. Reprimindo. Isso é bem mais fácil que fazer papel de melhor amigo.
Ser adolescente é foda

 

 

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