Contemporaneidades- Pós modernismo

Já não se morre de amor

Só cigarro, álcool e coca

Valoriza-se menos a overdose do que a dor

De viver sem determinada boca

Ai de mim nos tempos modernos

 

O charuto não é moda

E a todos que isso incomoda

Preserva-se o estilo, mas não a convenção

De acendê-lo para continuar a conversação

Ai de mim nos tempos modernos

 

A música sequer tem violino,

Tudo elétrico, eletrônico

Ouvi-la requer força, como num supino

Já que é tudo quase supersônico

Ai de mim nos tempos modernos

 

Saudade do mundo difícil

Tão simplificado

A nova geração é cheia de imbecil

Tudo de mal virá duplicado

Ai de mim nos tempos modernos

-R.C.

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